Gestão de Alergénios: porque é essencial para a segurança do consumidor


A presença de alergénios nos alimentos é um dos principais riscos para a saúde dos consumidores, podendo provocar reações graves mesmo em pequenas quantidades. Por este motivo, a gestão de alergénios tornou-se um dos pontos mais críticos na segurança alimentar, exigindo controlo rigoroso em todas as etapas, desde a receção das matérias-primas até à informação prestada ao consumidor final.
Para as empresas do setor alimentar, garantir uma correta gestão de alergénios não é apenas uma boa prática — é também uma responsabilidade legal.

O que são alergénios alimentares?

Os alergénios alimentares são substâncias presentes em determinados alimentos que podem provocar reações adversas em pessoas sensíveis. A legislação europeia identifica um conjunto de alergénios que devem ser obrigatoriamente declarados, tanto em produtos embalados como em alimentos disponibilizados ao consumidor final.
A identificação correta destes ingredientes e o controlo do risco de contaminação cruzada são fundamentais para evitar incidentes.

Quais os principais alergénios alimentares?

De acordo com a legislação europeia em vigor, os operadores do setor alimentar devem identificar e comunicar a presença dos seguintes 14 alergénios:

  1. Cereais que contêm glúten (trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, kamut e derivados)
  2. Crustáceos e produtos à base de crustáceos
  3. Ovos e produtos à base de ovos
  4. Peixes e produtos à base de peixe
  5. Amendoins e produtos à base de amendoim
  6. Soja e produtos à base de soja
  7. Leite e produtos à base de leite (incluindo lactose)
  8. Frutos de casca rija (amêndoas, avelãs, nozes, caju, macadâmia, entre outros)
  9. Aipo e produtos à base de aipo
  10. Mostarda e produtos à base de mostarda
  11. Sementes de sésamo e produtos à base de sésamo
  12. Dióxido de enxofre e sulfitos
  13. Tremoço e produtos à base de tremoço
  14. Moluscos e produtos à base de moluscos

Porquê que é importante controlar os alergénios?

De acordo com a legislação europeia em vigor, os operadores do setor alimentar devem identificar e comunicar a presença dos seguintes 14 alergénios:

  • Proteger a saúde dos consumidores
  • Cumprir os requisitos legais aplicáveis
  • Reduzir o risco de incidentes e reclamações
  • Reforçar a confiança dos clientes
  • Melhorar a organização e os procedimentos internos

O que inclui a gestão de alergénios numa empresa?

A implementação de um sistema de gestão de alergénios envolve várias etapas, nomeadamente:

  • Identificação dos alergénios presentes nas matérias-primas e produtos
  • Avaliação dos riscos de contaminação cruzada
  • Definição de procedimentos de controlo e limpeza
  • Apoio na rotulagem e informação ao consumidor
  • Formação das equipas sobre boas práticas
  • Verificação e acompanhamento dos procedimentos implementados

Estas medidas devem estar integradas no sistema de segurança alimentar da empresa.

O papel da formação das equipas

A formação dos colaboradores é um fator essencial para o sucesso da gestão de alergénios. Todas as equipas devem conhecer:

  • todos os alergénios presentes nos produtos
  • os riscos associados
  • os cuidados a ter na manipulação
  • a importância da comunicação correta ao consumidor

Uma equipa informada reduz significativamente o risco de erro.

A gestão de alergénios é hoje um elemento indispensável para qualquer empresa do setor alimentar. Para além de cumprir a legislação, permite proteger os consumidores, melhorar a organização interna e reforçar a credibilidade do negócio.

Se pretende implementar ou melhorar a gestão de alergénios na sua empresa, a Kairós Food Safety pode ajudar através de acompanhamento técnico e soluções ajustadas à realidade de cada negócio.

Deixe um comentário